A área de floresta continuou a crescer entre 2020 e 2025, ano em que totalizava 232 milhões de hectares (35,4% do território dos 45 países participantes), embora o ritmo de expansão seja mais modesto do que em períodos anteriores. Para este crescimento contribuíram principalmente países como a Turquia e a França, com aumentos de áreas florestais de 585 mil e 447 mil hectares.
Portugal reportou 3,36 milhões de hectares de floresta em 2025, o equivalente a 36,4% do território, uma extensão superior aos 3,33 milhões indicados em 2020 e aos 3,31 milhões de hectares referidos em 2015 (área similar à do 6º Inventário Florestal Nacional – IFN6, que reportava à condição da floresta portuguesa em 2015).
Com mais biomassa, o contributo das florestas europeias para o armazenamento de carbono também aumentou, passando de 15081 para 15396 megatoneladas entre 2020 e 2025. Em média, de 2010 a 2025, mais 106 megatoneladas foram armazenadas anualmente. Este crescimento médio não é, contudo, homogéneo por toda a Europa: o sul e sudoeste têm, inclusive, reduzido o seu stock de carbono, com evidências crescentes de que os fenómenos meteorológicos extremos e as épocas de incêndios mais prolongadas causam perdas esporádicas, mas significativas, no carbono guardado na biomassa florestal, mesmo quando as tendências de longo prazo permanecem positivas.
95,4% das florestas europeias estão classificadas como seminaturais (áreas florestais que não são plantações nem florestas primárias ou sem indícios de intervenção humana) e as plantações florestais representam apenas 2,4% (5,3 milhões de hectares pela Europa). Estas percentagens médias integram, contudo, realidades nacionais muito diferentes: na Irlanda e na Bélgica mais de metade das florestas são reportadas como plantações, enquanto em Portugal não chegam a 25% e em Espanha pouco passam os 5%. As florestas sem intervenção humana totalizam ainda menos: 2,2%. Em Portugal não chegam a 1%: apenas 25 mil hectares.
Em média, 170 milhões de hectares da floresta europeia (cerca de 74%) mantêm-se por regeneração natural ou expansão natural. A reflorestação ou regeneração por plantação e sementeira é responsável pelos restantes 26%, embora em vários países – incluindo Bélgica, Chéquia, Dinamarca, Irlanda, Islândia, Países Baixos, Polónia e Portugal – mais de 60% da floresta dependa de plantação ou sementeira.
Os povoamentos florestais de coníferas são predominantes (43%), seguidos por povoamentos de folhosas (40%) – formação que mais cresceu nos últimos cinco anos – e as áreas de floresta mista representavam 17%.
A diversidade de espécies de árvores aumentou nos últimos 15 anos e as zonas florestais com presença de duas ou mais espécies representam quase 70% da floresta europeia em 2025. Os restantes 30% correspondem a povoamentos florestais com uma só espécie, principalmente coníferas, embora esta realidade difira consoante as regiões.
As espécies arbóreas presentes são maioritariamente nativas: é assim em 96,3% da área de floresta europeia em 2025, o que deixa apenas 3,7% da área florestal para as espécies introduzidas. Entre as exóticas mais importantes estão:
- Abeto-de-Douglas (Pseudotsuga menziesii), que ocupa cerca de 0,6 milhões de hectares, principalmente na Europa do centro e noroeste;
- Espruce-de-Sitka (Picea sitchensis) que, juntamente com o espruce-da-Noruega (Picea abies) introduzido em novas zonas, ocupa 0,4 milhões de hectares, no norte e centro oeste europeu;
- Pinus contorta e outros pinheiros (Pinus spp.), que ocupam pouco mais de 1,3 milhões de hectares;
- Eucaliptos (Eucalyptus spp.), que ocupam cerca de 1,6 milhões de hectares, principalmente no sudoeste da Europa.
Quanto à propriedade, 51,2% é pública e 48,8% privada (dados de 2020), percentagens distantes da portuguesa, que reporta 91,9% de propriedade florestal privada (mais do que o indicado para 2010). Ainda assim, 65% das florestas europeias estão acessíveis ao público, incluindo para atividades recreativas.