O Dia Internacional das Florestas 2026 é dedicado às “Florestas e economias”, um tema escolhido pela ONU para destacar os múltiplos contributos que os serviços e produtos dos ecossistemas florestais proporcionam à sociedade. Em Portugal, o dia 21 de março celebra-se com iniciativas por todo o país, incluindo caminhadas, percursos comentados, fotografia e ações de florestação.
No âmbito das celebrações do 50.º aniversário do Centro de Estudos Florestais (CEF), Instituto Superior de Agronomia (ISA), está patente, de 19 de março a 2 de abril, a exposição “José Neiva Vieira – Um colecionador de florestas”. A mostra dá a conhecer as muitas facetas da floresta através de alguns registos e objetos do vasto acervo que José Neiva Vieira, também formado no ISA, tem vindo a reunir ao longo de mais de 50 anos.
A floresta da Madeira e as outras áreas arborizadas deste arquipélago ocupam um total de 37,5 mil hectares, cobrindo perto de 48% do território das ilhas da Madeira e Porto Santo. Os números são apresentados no terceiro Inventário Florestal desta Região Autónoma, que indica um aumento de 3,1 mil hectares na área florestal entre 2015 e 2025.
A questão deixou de ser a ausência de instrumentos. A questão é a capacidade de execução consistente, focada e continuada.
Este texto nasce da minha intervenção na apresentação pública do livro “Moreira da Silva, um Pioneiro da Ação Florestal”, recentemente publicado. Não é uma transcrição literal desse momento, mas uma reflexão amadurecida, motivada pelo reconhecimento de um legado que importa revisitar, discutir e, sobretudo, aplicar.
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