No âmbito das celebrações do 50.º aniversário do Centro de Estudos Florestais (CEF), Instituto Superior de Agronomia (ISA), está patente, de 19 de março a 2 de abril, a exposição “José Neiva Vieira – Um colecionador de florestas”. A mostra dá a conhecer as muitas facetas da floresta através de alguns registos e objetos do vasto acervo que José Neiva Vieira, também formado no ISA, tem vindo a reunir ao longo de mais de 50 anos.
A floresta da Madeira e as outras áreas arborizadas deste arquipélago ocupam um total de 37,5 mil hectares, cobrindo perto de 48% do território das ilhas da Madeira e Porto Santo. Os números são apresentados no terceiro Inventário Florestal desta Região Autónoma, que indica um aumento de 3,1 mil hectares na área florestal entre 2015 e 2025.
O descortiçamento é central para a sustentabilidade económica dos montados de sobro, mas em anos de seca esta prática ancestral tem custos fisiológicos. Um novo trabalho de investigadores portugueses comprovou que, nestas circunstâncias, os sobreiros consomem as suas reservas de carbono, causando uma “crise de carbono” que os deixa vulneráveis a outras pressões.
A depressão Kristin fustigou territórios que já apresentavam elevada fragilidade estrutural. Os danos em habitações, infraestruturas de comunicações e redes elétricas são preocupantes, mas a destruição do tecido económico florestal é um dano de longo prazo que pode ser irreversível se não agirmos com celeridade e visão estratégica. Subitamente temos um mercado inundado de madeira, que colapsa sob o peso da própria oferta. Os parques públicos de madeiras fazem parte da solução.
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