Controlar esta planta exige persistência, mas é essencial:
- Remover manualmente plantas jovens, retirando a raiz, é eficaz e evita que regenere;
- No caso de indivíduos grandes é, muitas vezes, necessário cortar primeiro as folhas para aceder à base, para remover depois as raízes principais (ou mesmo usar uma máquina).
- O uso de herbicidas só pode ser feito por pessoas certificadas e é apenas necessário em situações particulares.
Depois de arrancar a planta é fundamental vigiar a área durante vários anos, porque o banco de sementes que permanece no solo e as sementes que chegam da vizinhança podem continuar a produzir novas plântulas. Em muitos locais, ajudar o restauro do habitat, plantando espécies nativas adaptadas ao local, faz toda a diferença para impedir o restabelecimento da invasora.
Mas a gestão não se faz apenas no terreno: faz-se também nas escolhas e atitudes de cada um de nós. Não plantar, não comprar e não usar a erva-das-pampas, incluindo nas muito populares decorações secas, é um contributo simples e decisivo. E evita muitos espirros!
Optar por alternativas ornamentais seguras reduz a pressão sobre os ecossistemas. Participar em ações de voluntariado para arrancar plantas pequenas, plumas de plantas grandes ou ainda para registar observações em plataformas de ciência cidadã – por exemplo, no projeto invasoras.pt do iNaturalist / Biodiversity4All – aumenta a capacidade de deteção e controlo. E falar sobre o problema com amigos, vizinhos e colegas ajuda a alterar a ideia de que “é só uma planta bonita”.
A erva-das-pampas não foi introduzida nem se espalhou sozinha: beneficiou das oportunidades que criámos. Do mesmo modo, será com as nossas decisões – individuais e coletivas – que poderemos limitar o seu avanço.
Depois de conhecer estes riscos, que papel poderá assumir no seu dia-a-dia para travar esta invasora? A resposta de cada leitor conta e, juntos, podemos devolver espaço às espécies que estão realmente em equilíbrio na nossa paisagem.
Como nota final, vale a pena destacar o LIFE Coop Cortaderia, um projeto internacional dedicado ao combate à erva-das-pampas, que disponibiliza uma vasta quantidade de informação prática, materiais de sensibilização e orientações técnicas para quem lida com esta invasora.
Para as entidades que ainda não o fizeram, este projeto lança um apelo claro: aderirem à Estratégia Transnacional de luta contra Cortaderia, comprometendo-se com princípios comuns de prevenção, controlo e recuperação ecológica. Esta adesão não é apenas simbólica: reforça a cooperação entre instituições, dá coerência às ações no terreno e contribui para uma resposta mais eficaz, principalmente a nível ibérico, mas estendendo-se até França.