O solo é uma mistura complexa de minerais, matéria orgânica e micro-organismos. Alguns materiais geofágicos são ricos em ferro, cálcio ou magnésio, e acredita-se que o seu consumo pode funcionar como suplemento natural em populações com dietas pobres em determinados nutrientes.
Certos tipos de argila possuem propriedades que ajudam a neutralizar toxinas e micro-organismos, sendo uma das razões para que, em alguns locais, se misture terra com alimentos de sabor amargo ou potencialmente nocivos. Pela sua forma estrutural, as argilas agem como um “filtro” dentro do organismo, reduzindo os efeitos negativos. Outro contributo importante é o efeito digestivo, havendo relatos de alívio de azia, náuseas ou dores de estômago após consumir pequenas quantidades de argila, razão pela qual se trata de uma prática mais frequente em grávidas, sobretudo em regiões onde o acesso a cuidados médicos é limitado.
A geofagia tem raízes muito antigas, havendo registos que apontam para a sua prática desde a pré-história, associada tanto a tradições culturais como a necessidades fisiológicas. Comunidades de África, da Ásia, da América e da Europa deixaram testemunhos da ingestão de terras argilosas ou de certas rochas moídas.





