Quando falamos de gestão florestal sustentável, é natural que o nosso pensamento se concentre na floresta. Afinal, é nela que encontramos um dos maiores patrimónios naturais do planeta e um aliado indispensável na preservação da biodiversidade, na mitigação das alterações climáticas e no desenvolvimento das comunidades.
Ao longo das últimas décadas, a gestão florestal sustentável afirmou-se como um dos pilares da conservação dos recursos naturais, demonstrando que é possível conciliar proteção ambiental, desenvolvimento económico e responsabilidade social. É uma abordagem que tem permitido preservar o património florestal e assegurar que as gerações futuras possam continuar a beneficiar dos bens e serviços que a floresta proporciona.
Mas a sustentabilidade da paisagem portuguesa não começa nem termina onde a floresta está delimitada. Existe um património arbóreo que cresce para além desses limites e que acompanha diariamente a vida das pessoas. Está nas cidades, vilas e aldeias, nos jardins e parques, ao longo das linhas de água, nos espaços agrícolas e em inúmeras paisagens que fazem parte da nossa identidade coletiva. Está nas árvores fora da floresta.




