No mapa das TreeTags cada árvore tem disponíveis os dados que ilustram estes e outros benefícios. Em paralelo, a plataforma permite selecionar as árvores avaliadas por país e região. Em Portugal, as que se juntam ao European TreeTag Day 2026 encontram-se em Almada, Aveiro, Coimbra, Douro, Leiria, Lisboa, Loures, Ponta Delgada (Açores), Porto, Setúbal, Vila Franca de Xira e Vila Real.
Uma das de maior porte é um eucalipto (Eucalyptus botryoides), localizado na Quinta de São Francisco, em Eixo e Eirol, Aveiro. Tem 48,6 metros de altura e, no mapa das TreeTags, outros indicadores sobre esta árvore monumental dão a conhecer, por exemplo, que:
- Produz anualmente oxigénio equivalente às necessidades de uma pessoa para 51 dias.
- Captura CO₂ equivalente ao que seria libertado em mais de 250 mil quilómetros de viagem de carro.
- Promove a infiltração no solo de 37 mil litros de água da chuva que, de outra forma, escorreria pela superfície e contribuiria para inundações. Para se ter uma ordem de grandeza, 37 mil litros equivalem aproximadamente ao consumo médio de água da torneira de um lisboeta em pouco mais de 10 meses.
Da mesma Quinta de São Francisco juntam-se à iniciativa mais cinco gigantes verdes, incluindo outros eucaliptos (Eucalyptus globulus, Eucalyptus obliqua e Corymbia calophylla), um carvalho (Quercus robur) e um cipreste-de-Monterey (Cupressus macrocarpa), todas com mais de 30 metros de altura e contributos ambientais significativos.
Igualmente majestosas são duas árvores açorianas, ambas de Ponta Delgada: uma árvore-do-fogo (Metrosideros excelsa), impressionante pela extensão da sua copa, e um pinheiro-da-nova-Caledónia (Araucaria columnaris) com 32 metros de altura. Esta última captura CO₂ equivalente ao emitido por um carro em mais de 230 mil quilómetros.
No entanto, não só as grandes árvores têm lugar nesta iniciativa. Há dezenas de árvores urbanas de pequeno e médio porte avaliadas e que recebem a sua “tag”, como ilustra, por exemplo, uma tília (Tilia platyphyllos) lisboeta, com 12 metros de altura, que produz, por ano, o oxigénio equivalente ao consumo de uma pessoa por 79 dias, ou um lodão-bastardo (Celtis australis) da região do Porto, de 11,9 metros, cujo oxigénio produzido equivale às necessidades de uma pessoa durante 21 dias.