O solo tem vindo a ser reconhecido, cada vez mais, como um elemento fundamental dos ecossistemas florestais, sendo essencial valorizar a sua componente viva, ou seja, a comunidade de microrganismos que nele habita.
Esta comunidade de microrganismos, muitas vezes invisível a olho nu, assegura processos indispensáveis ao funcionamento do ecossistema, como a decomposição da matéria orgânica, os ciclos de nutrientes e o estabelecimento de relações simbióticas que promovem o desenvolvimento e a resiliência das plantas.
A interação entre este conjunto de seres vivos que compõe a biota do solo e a vegetação manifesta-se desde a escala do indivíduo até à da paisagem, tornando, por isso, as florestas num sistema privilegiado para compreender estas relações.
É neste contexto que ganha relevância a ideia de que a identidade da espécie florestal pode atuar como um fator estruturador do microbioma do solo, influenciando a composição das comunidades microbianas e, consequentemente, os processos ecológicos essenciais e o funcionamento global do ecossistema.
Esta foi uma hipótese colocada num estudo-piloto, desenvolvido no âmbito de um mestrado em Microbiologia, que acompanhei durante o meu doutoramento.




