A Turquia é o maior produtor mundial deste fruto e as cultivares que os produzem são principalmente apuradas a partir da amoreira-branca: 95%. A restante produção deriva da amoreira-vermelha (Morus rubra), nativa do leste e centro da América do Norte (3%), e da amoreira-negra (2%). As amoras-brancas e as pretas têm maior valor comercial do que as vermelhas. As pretas, mais doces e aromáticas, são consideradas as mais atraentes para consumo fresco. Têm maior teor de fitoquímicos e um perfil mais procurado para a produção de sumo.
Em Portugal, apesar do potencial destas amoras, a produção de fruto para comercialização é inexistente. A escolha de variedades para uma possível introdução da cultura deve ser muito bem ponderada, dado o elevado número de variedades existentes nas diferentes espécies Morus.
Por exemplo, existem mais de mil cultivares na China e há referência a uma, em Taiwan, que pode produzir mais de 26 quilos de amoras por árvore, cada fruto com cerca de 5 gramas. Para referência, o peso dos frutos de um total de 27 genótipos de amoreira-branca, recolhidos no nordeste da Turquia, variou entre 2,0 e 5,1 gramas. Consoante as cultivares e os locais há também diferenças no teor de açúcar, acidez, ácidos fenólicos, flavonoides totais e atividade antioxidante dos frutos.
Como não existe mercado em Portugal, também não são conhecidas boas práticas para a cultura de amoreiras para colheita de fruto: por exemplo, não existem indicações sobre os compassos de plantação e quem as decidir instalar deverá considerar o elevado porte das árvores (não poderão estar muito próximas).