Valorizar

Produtos Silvestres

Amoras e seda: as principais fontes de valorização da amoreira

Ao longo dos séculos, as amoreiras foram amplamente plantadas nas suas áreas naturais e fora delas, principalmente pelo valor dos seus frutos e pela importância das suas folhas na cadeia de produção da seda natural. Conheça estas e outras formas de valorização das amoreiras, em colaboração com Beatriz Parreira e Pedro Brás de Oliveira.

A Turquia é o maior produtor mundial de “amoras das árvores” e a China, pioneira na produção de seda natural, mantém-se como a principal artesã deste luxuoso tecido, que muito depende das folhas da amoreira para alimentar os bichos-da-seda. Estas foram as principais formas de valorização da amoreira ao longo dos tempos e duas das razões que mais contribuíram para a dispersão das espécies do género Morus por territórios distantes das suas áreas nativas.

Não é certo se foi por estas vias de valorização da amoreira que as duas espécies que temos em Portugal – a amoreira-branca e a amoreira-negra (Morus alba e Morus nigra) – chegaram ao nosso território. Naturais de diferentes regiões da Ásia, são plantadas há muitos séculos e continuam a ser apreciadas pela densidade das suas copas, pelas folhas largas – que evocam a forma de coração – e pelos “cachos” de frutos coloridos.

A produção de seda (sericicultura) impulsionou a cultura da amoreira, antes ainda de Portugal existir como nação e, embora com períodos difíceis, foi-se reerguendo até ao século XX. Nos últimos 100 anos, contudo, tornou-se residual. Já o fruto da amoreira-negra justificou a sua presença em quintas e quintais, embora a cultura nunca se tenha afirmado.  

Conheça estas e outras aplicações que contribuíram para a valorização da amoreira ao longo da história e que continuam a representar oportunidades em vários sectores e locais do mundo. 

Amoras e seda: as principais fontes de valorização da amoreira

Seda naturalvalorização da amoreira a nível global 

Conta a lenda que Xi-Ling-Ji, mulher do Imperador Huang-Ti (2677-2597 a.C.), descobriu a seda quando um casulo de bicho-da-seda caiu na sua chávena de chá. Ao retirá-lo, o casulo desenrolou-se num longo fio, inspirando-a a inventar o tear e a sericicultura – a cultura do bicho-da-seda para a produção de casulos de onde se extrai o fio de seda. Com esta seda criou um vestido. Impressionado pela beleza da veste, o marido recomendou-lhe apurar e ensinar a sua arte.

Descobertas mais recentes fazem recuar a origem da seda chinesa a tempos ainda mais remotos: a sericultura já seria uma atividade desenvolvida na China há mais de 3000 a.C., época a que foram atribuídos os fragmentos de seda encontrados em sítios arqueológicos. As evidências indicam que já seriam usados casulos de Bombyx mori, a espécie de bicho-da-seda (cega, incapaz de voar e dependente do cuidado humano) domesticada para este fim e alimentada a folhas de amoreira, principalmente amoreira-branca.

O luxuoso tecido tornou-se tão procurado que deu origem a uma série de vias comerciais, fundadoras da Rota da Seda, percorrida por mercadores desde antes de Cristo até ao século XV, ligando Ásia, África e Europa.

Amoras e seda: as principais fontes de valorização da amoreira

Embora escasseiem os registos associados à antiga cadeia de valor da seda, o facto de dar nome à rota mais importante da história demonstra bem o seu valor. Outros episódios históricos também o ilustram: por exemplo, na Roma Antiga, o imperador Aureliano (270 – 275 d.C.) recusou-se a oferecer à mulher um manto de seda púrpura devido ao seu preço excessivo e, em 301 d.C., o imperador Diocleciano regulou o limite de preços e salários (com o chamado Édito Máximo), fixando o preço da seda púrpura e da branca em 150 mil e 12 mil denários. Como termo de comparação, o salário diário de um professor era de duzentas destas moedas.

Além da importância histórica das folhas da amoreira para a produção de seda natural, a fibra extraída da casca da amoreia também é aplicada no sector têxtil e a tinta das amoras-negras é igualmente utilizada para aumentar o brilho do tecido.

Durante muitas centenas de anos, os chineses protegeram os segredos da sericultura (sob pena de morte a quem contrabandeasse bichos-da-seda ou sementes de amoreira) e mantiveram o monopólio da seda.  

Foi já por volta do ano 550 que dois emissários do imperador Justiniano rumaram à China, disfarçados de monges, trazendo no regresso a Constantinopla (atual Istambul) ovos de lagartas-da-seda, escondidos dentro de bengalas ocas. Este terá sido um dos pontos de partida para o fabrico da seda e o cultivo da amoreira-branca na Europa.

O valor e a procura por seda natural mantiveram-se elevados mesmo quando este tecido começou a ser produzido fora da China. Contudo, a concorrência de outros têxteis, e principalmente dos tecidos sintéticos, tornou a seda num produto de nicho: estima-se que represente atualmente apenas cerca de 0,2% dos têxteis produzidos globalmente. 

A China mantém-se na liderança mundial, com uma produção da ordem das 50 mil toneladas, e emprega nesta atividade cerca de um milhão de pessoas. Seguem-se a Índia e o Uzbequistão. A maioria da produção mantém-se na Ásia, embora haja alguns novos produtores relevantes, como o Brasil. No total, produz-se seda natural em cerca de 60 países do mundo, mas nem toda conta com amoreiras na sua cadeia de valor. A maioria da produção segue para os EUA, Itália, Japão, França e China – os cinco principais consumidores.  

A China continua também a ser o país com maior área de amoreira no mundo para criação de bicho-da-seda: as plantações estão estimadas em aproximadamente 626 mil hectares. Segue-se a Índia, com quase 280 mil. 

Principais produtores mundiais de seda natural (toneladas) 

2020
2021
2022
2023
2024
China
53359
46700
50000
50000
50000
Índia
33770
34903
36582
38913
41121
Uzbequistão
2037
2037
2037
2037
3122
Vietname
969
1067
1236
1448
1033
Coreia do Norte
370
370
370
370
370
Tailândia
520
503
435
291
326
Brasil
377
373
300
330
300
Irão
270
272
275
276
260
Tadjiquistão
-
-
-
227
227
Bangladesh
41
41
41
41
41

Fonte: INSERCO – International Sericultural Comission. Nota: valores provisórios para 2024. 

Seda portuguesa: séculos a contribuir para a plantação de amoreiras  

Os muçulmanos e árabes – que também já conheciam os segredos chineses – trouxeram a sericicultura para a Península Ibérica logo no século VII e foi pela sua mão que teve início a história da seda portuguesa. Não se sabe ao certo se já existiam amoreiras em Portugal, mas nesta altura terão começado a plantar-se amoreiras-negras. 

No início do reinado de Afonso Henriques (século XII), Lisboa já era conhecida pelas confeções de seda e um século depois é dado grande impulso à plantação de amoreiras e à criação de bicho-da-seda em Trás-os-Montes e por várias regiões do Norte. Por exemplo, um foral do arcebispo de Braga, de 1233, ordenava que a folha das amoreiras não se vendesse fora do couto, para criação de bichos-da-seda e, em 1253, terão sido promulgados os primeiros impostos sobre os vários tipos de seda. 

Amoras e seda: as principais fontes de valorização da amoreira

Durante oito séculos, a sericicultura portuguesa teve altos e baixos. Nos melhores momentos, foi apoiada por várias campanhas que impulsionaram a plantação de amoreiras e a produção de seda. Numa delas, em 1752, Marquês de Pombal isenta de várias taxas, na proporção das sedas que produzissem, os plantadores e cultivadores de amoreiras. Noutra, em 1769, o Governo importa mais de 39 mil pés de amoreira-branca e distribui-as a particulares para revitalizar a Real Fábrica da Seda, no Largo do Rato. Mais tarde foram inclusive publicados livros e tratados sobre a cultura das amoreiras e a criação de bicho-da-seda, e fundadas escolas de fiação.  

Desde finais do século XIX, sem incentivos e enfrentando a competitividade de novos tecidos baratos, a produção de seda tornou-se residual em Portugal, perpetuada por pequenos núcleos artesanais e museológicos, em Freixo de Espada à Cinta e Castelo Branco por exemplo, que mantêm vivo este pedaço de história. 

Interesse da amora no sector alimentar 

Os frutos das amoreiras e as suas folhas têm sido consumidos desde a antiguidade, pelo seu valor nutritivo. Hoje, são principalmente os frutos que despertam interesse no sector alimentar, tanto frescos como transformados, e mantêm-se como importante fonte de valorização da amoreira, principalmente na Ásia Central e no Médio Oriente, mas também na América Latina, onde foram feitas, há várias décadas, plantações para colheita de fruto. 

Além do consumo dos frutos frescos, que é ainda maioritário, as amoras são já transformadas em geleia, vinhos e sumos, produzidos em larga escala e reconhecidos como alimentos de baixas calorias e elevado valor nutricional. Pela mesma razão estão a ser exploradas noutros produtos alimentares, como polpas, vinagres, pós de fruta e corantes. 

Estas amoras apresentam um teor de proteína mais elevado do que os morangos e as framboesas, e são fonte de diversas vitaminas – incluindo vitamina A, B1, B2, B3, B6, C, E e K – e de vários tipos de polissacarídeos com funções estruturais – energéticas e regulatórias – na atividade fisiológica humana.

Amoras e seda: as principais fontes de valorização da amoreira

A amora das amoreiras é um fruto múltiplo localizado no eixo do pedúnculo, que se forma a partir de um conjunto de 50 a 60 flores. As sépalas que circundam o ovário da flor desenvolvem a polpa e compõem o fruto. A sua cor, peso e formato variam consoante a espécie. São cremes na amoreira-branca e vermelhas na amoreira-negra, escurecendo à medida que amadurecem.

As amoras mais comuns em Portugal não vêm das amoreiras. São os frutos das silvas, arbustos do género Rubus. Apesar do nome, são frutos com uma estrutura diferente, o pé separa-se do fruto ao colher, têm um sabor mais ácido e fresco, e as sementes são mais evidentes ao mastigar. 

A Turquia é o maior produtor mundial deste fruto e as cultivares que os produzem são principalmente apuradas a partir da amoreira-branca: 95%. A restante produção deriva da amoreira-vermelha (Morus rubra), nativa do leste e centro da América do Norte (3%), e da amoreira-negra (2%). As amoras-brancas e as pretas têm maior valor comercial do que as vermelhas. As pretas, mais doces e aromáticas, são consideradas as mais atraentes para consumo fresco. Têm maior teor de fitoquímicos e um perfil mais procurado para a produção de sumo. 

Em Portugal, apesar do potencial destas amoras, a produção de fruto para comercialização é inexistente. A escolha de variedades para uma possível introdução da cultura deve ser muito bem ponderada, dado o elevado número de variedades existentes nas diferentes espécies Morus

Por exemplo, existem mais de mil cultivares na China e há referência a uma, em Taiwan, que pode produzir mais de 26 quilos de amoras por árvore, cada fruto com cerca de 5 gramas. Para referência, o peso dos frutos de um total de 27 genótipos de amoreira-branca, recolhidos no nordeste da Turquia, variou entre 2,0 e 5,1 gramas. Consoante as cultivares e os locais há também diferenças no teor de açúcar, acidez, ácidos fenólicos, flavonoides totais e atividade antioxidante dos frutos.

Como não existe mercado em Portugal, também não são conhecidas boas práticas para a cultura de amoreiras para colheita de fruto: por exemplo, não existem indicações sobre os compassos de plantação e quem as decidir instalar deve considerar o elevado porte das árvores (não poderão estar muito próximas). 

As amoras-negras também são muito procuradas pelas aves e o seu contributo para a alimentação da fauna silvestre é um dos valores ecológicos da amoreira. De tal forma são apreciadas pelas aves, que estas árvores costumavam ser plantadas perto de outras espécies de fruto com maior procura comercial, como as cerejas, para evitar que os animais se alimentassem das bagas ou drupas mais valiosas.

Amoras e seda: as principais fontes de valorização da amoreira
Amoras e seda: as principais fontes de valorização da amoreira

As folhas das amoreiras, também comestíveis, possuem ácidos gordos polinsaturados essenciais, ácido linoleico e aminoácidos essenciais, além de minerais como ferro, sódio e cálcio. Quando jovens, podem ter cerca de 20% de proteína bruta e perto de 10% de açúcar (valores variáveis com a estação do ano e a idade das folhas). Processadas em pó, vinho e vinagre, entre outros produtos, também têm vindo a atrair atenções, inclusive dos nutricionistas. Os caules tenros também podem ser cozidos e consumidos. 

As folhas jovens são ainda uma fonte popular de forragem para o gado, incluindo o leiteiro, contribuindo para o seu crescimento e produtividade. E até os raminhos da amoreira-branca produzem forragem. A valorização da amoreira como alimento animal tem sido feita na Ásia, mas também na África Ocidental e nas Américas Central e Latina. Na Índia, por exemplo, é considerada um contributo de média qualidade para a alimentação de vacas e aves de capoeira. 

Tradição nas medicinas tradicionais e potencial nas modernas 

As amoreiras, em geral, são conhecidas pelas suas biomoléculas biologicamente ativas e têm sido usadas nas medicinas tradicionais de várias culturas, principalmente na sua área natural de distribuição.  

Por exemplo, na medicina tradicional chinesa, as amoreiras são utilizadas há centenas de anos para males como hiperglicemia, inflamação, febre, tosse, cancro e controlo da pressão arterial. Quase todas as partes da amoreira-branca são usadas, seja como diurético e antipirético, para proteger o fígado e melhorar a visão ou para reduzir a pressão arterial e prevenir doenças cardiovasculares. Apesar dos benefícios, as bagas verdes e a seiva podem causar indigestão e náusea, e o extrato das folhas pode originar problemas gastrointestinais.

No Japão e na Coreia, as folhas foram usadas como medicamento antidiabético, enquanto os extratos das várias partes da amoreira, nomeadamente da amoreira-negra, têm sido utilizados na medicina ayurvédica indiana para curar doenças várias, incluindo reumatismo e artrite, assim como para melhorar a saúde em geral. 

A ciência explica alguns dos benefícios que contribuem para a valorização da amoreira nas medicinas tradicionais e alternativas. Por exemplo, reconhece às amoras-brancas uma notável diversidade fitoquímica – flavonoides, alcaloides, polissacáridos, antocianinas, entre outros – com propriedades farmacológicas que podem ser explorados em nutracêutica, como alimento funcional, e em contextos terapêuticos concretos. Isto porque os compostos presentes neste fruto têm efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios que sustentam a sua aplicação em soluções dirigidas a áreas como a proteção metabólica e cardiovascular e a regulação glicémica. Faltam, contudo, formulações mais padronizadas e ensaios clínicos para consolidar o seu papel na farmacêutica moderna. Outras indústrias, como a cosmética, estão já a potenciá-los. 

Amoras e seda: as principais fontes de valorização da amoreira

Madeira também contribui para a valorização da amoreira  

A madeira de amoreira é dura e resistente, de grão fino e aparência atrativa. Pode ser utilizada em marcenaria, tanoaria e carpintaria, em peças de pequenas dimensões, assim como na construção de embarcações.  

Amoras e seda: as principais fontes de valorização da amoreira

Pela sua flexibilidade e elasticidade, pode ser matéria-prima para raquetes de ténis e badminton ou tacos de críquete. Já a sua solidez e qualidades acústicas permitem o fabrico de instrumentos musicais – por exemplo, a madeira de amoreira-branca foi usada nos alaúdes de braço longo – enquanto as qualidades aromáticas permitem a valorização da amoreira em tanoaria, para barris que conferem um aroma doce e uma cor intensa às bebidas destiladas.  

Um estudo publicado em 2022 revelou o potencial acústico e térmico de painéis de partículas feitos com resíduos da poda de amoreiras-brancas, mostrando que podem ser uma alternativa biodegradável e mais sustentável a outros materiais de isolamento (como fibra de vidro, lã de rocha ou espuma de poliuretano). 

Além disso, esta madeira tem um valor de combustão elevado, que permite valorizar os seus resíduos como fonte de combustível. 

Refira-se que, apesar das múltiplas utilizações da madeira de amoreira, a sua dimensão, formas irregulares e dureza podem apresentar dificuldades para as técnicas tradicionais de marcenaria, sendo suscetível a empenamentos, fissuras e ataque de insetos, o que pode afetar a sua qualidade e durabilidade. Além disso, a madeira da amoreira-branca apresentou toxicidade potencial, com vários estudos a mencionar problemas para quem a trabalha, incluindo dores de cabeça, náuseas, vómitos, tosse, falta de ar, reações alérgicas e irritações cutâneas. 

O valor ecológico e ambiental das amoreiras 

denso sistema radicular das várias espécies de amoreira permite que se desenvolvam tanto em terrenos férteis, como em terrenos e zonas áridas, onde a disponibilidade de nutrientes é baixa e existe risco de stress hídrico. As raízes são um elemento fundamental: por um lado, fornecem o suporte necessário perante fortes rajadas de vento e tempestades de areia, enquanto por outro, permitem a absorção de poluentes e metais pesados do solo.  

Um estudo revelou que uma só amoreira pode absorver anualmente cerca de 4162 quilogramas de dióxido de carbono, libertando 3064 quilogramas de monóxido de carbono. As folhas de amoreira também têm capacidade para absorver monóxido de carbono, fluoreto de hidrogénio, dióxido de enxofre e cloro da atmosfera, o que posiciona as espécies de amoreira como alternativas viáveis para ajudar ao controlo da poluição urbana. Também pela sua resistência e tolerância, têm sido escolhidas como ornamentais para plantar em áreas urbanas, em parques públicos, margens de estradas e jardins.  

Com as suas raízes densas, as duas espécies presentes em Portugal têm sido usadas como corta-vento em campos de cultivo e principalmente a amoreira branca é reconhecida por vários serviços ambientais, incluindo controlo de erosão, proteção de pomares contra o excesso de calor e a intensidade do vento, melhoria do solo pelo ensombramento e incorporação das folhas caídasOutro dos importantes contributos ambientais da amoreira-negra é a já referida alimentação da fauna selvagem, principalmente das aves. 

Amoras e seda: as principais fontes de valorização da amoreira

A amoreira enquadra-se no contexto de desenvolvimento sustentávelOs seus contributos são inúmeros para a indústria – da seda, aos fitofármacos, passando pela alimentação e cosmética  e também para os serviços ambientais, desde a recuperação de solos degradados à prevenção da erosão e sequestro de carbono.  

Em colaboração com Beatriz Parreira e Pedro Brás de Oliveira  

Beatriz Parreira é licenciada em Meteorologia, Oceanografia e Clima pela Universidade de Aveiro. Em 2026 está a concluir a tese do Mestrado em Avaliação e Gestão Ambiental na Universidade de Aveiro e na Universidade de Wageningen, nos Países Baixos. Entre os seus principais interesses está a aplicação de conhecimentos no contexto de adaptação às alterações climáticas, através de soluções sustentáveis. 

Pedro Brás de Oliveira é investigador no INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária. Licenciado em Produção Agrícola pela Universidade dos Açores, concluiu mestrado em Produção Vegetal no Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, onde depois se doutorou em Engenharia Agrícola. Desenvolve atividade na área das Ciências Agrárias, com especial enfoque em horticultura, pequenos frutos e fisiologia vegetal.