O relatório “Incêndios florestais em Portugal: mais de 80 anos mostram que o país tem de mudar” analisa mais de oito décadas de dados sobre incêndios em Portugal, cruzando informação sobre número de ocorrências, área ardida, condições meteorológicas, alterações socioeconómicas, evolução da vegetação, causas dos incêndios, sistema de resposta e políticas públicas. A análise dá maior destaque ao período entre 2000 e 2025, para o qual existem dados mais completos.
Desenvolvido por investigadores da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), Universidade de Coimbra, para a Greenpeace, o relatório deixa uma mensagem clara: o risco de incêndio não pode ser eliminado, mas pode ser gerido de forma mais eficaz. Para isso, defendem os autores, Portugal tem de ir além da resposta de emergência e consolidar uma gestão integrada que combine preparação, prevenção, combate e recuperação. Adicionalmente tem de atuar nas vulnerabilidades estruturais que aumentam o risco de incêndio em Portugal.








